Estabelecer um modelo de gestão de segurança pública capaz não só de reduzir os índices de criminalidade, como também de alavancar o sentimento de segurança, moralidade e ordem junto à comunidade. Esses temas serviram de subsídios para uma reflexão entre os debatedores do “Fórum de Diálogos em Segurança Pública”, que ocorreu na manhã de 31 de agosto, na sede do Fecomercio, em São Paulo.
Com dez territórios pacificados, começa a segunda fase do projeto das UPPs: a de levar cidadania e desenvolvimento social a lugares antes dominados pelo poder armado ilícito. A UPP Social prevê em seu modelo de gestão a participação dos governos federal, estadual e municipal, da sociedade civil e a da iniciativa privada em ações integradas que melhorem a qualidade de vida da população.
Das pequenas infrações ao chamado crime organizado, o mercado ilegal da corrupção por agentes do estado forma um círculo vicioso que se nutre de proibições e se garante na falta de controle estatal. O sociólogo Michel Misse traça um histórico das organizações criminosas no Rio de Janeiro e sugere que para evitar negociações por baixo dos panos o Estado deve parar de proibir "bobagens", só regular o que puder de fato controlar e pagar muito bem à polícia.
Em três anos, 757 policiais foram expulsos da Polícia Militar do Rio e Janeiro devido a desvios de conduta. Para tentar mudar esse quadro, a corporação lançou um programa que dá ênfase à valorização dos recursos humanos da corporação. Peça de teatro sobre corrupção policial convida à reflexão.
Para o coronel Robson Rodrigues, novo comandante responsável pelas Unidades de Polícia Pacificadora da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, os criminosos podem até ter migrado, mas a criminalidade não. Segundo ele, é o domínio armado sobre o território que possibilita a criação das redes ilícitas. “O traficante perdeu sua estrutura, que é a sua rede de influência”, afirma, em entrevista exclusiva ao Comunidade Segura.
Primeira pesquisa de vitimização de âmbito nacional mostrará um retrato mais fiel da criminalidade no país do que os registros policiais, subnotificados. Cerca de 70 mil pessoas responderão à pesquisa, cuja metodologia foi desenvolvida por um comitê de especialistas.
Pesquisa realizada em cinco estados brasileiros mostra que o vai-e-vem dos inquéritos policiais entre a delegacia e o Ministério Público muitas vezes leva a lugar nenhum. O excesso de burocracia é um dos entraves nos processos de incriminação no país, de acordo com o estudo coordenado pelo sociólogo Michel Misse, da UFRJ, que resultou em livro de quase 500 páginas.
Instituições de ensino podem se candidatar até o dia 9 de julho para serem credenciadas com o Selo de Reconhecimento da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp).
Estudo feito a partir de denúncias telefônicas recebidas antes, durante e depois da implantação das Unidades de Polícia Pacificadora em favelas do Rio de Janeiro mostram prestígio do Batalhão de Operações Especiais e aprovação das Unidades de Polícia Pacificadora por moradores.
2° Encontro Nacional de Qualidade de Vida em Segurança Pública, em Porto Alegre, discute perfil profissiográfico e métodos de seleção para forças de segurança pública. Senasp faz convênios com estados para implementar projetos de promoção da saúde física e mental dos policiais e cria rede para que gestores possam trocar informações.