Gangues juvenis na América Central
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As maras, nome inspirado em uma espécie de formiga devoradora, as marabuntas, são um fenômeno específico da Guatemala, de Honduras e de El Salvador. Com ramificações nos EUA, México e Espanha, as maras surgem em comunidades de imigrantes da América Central que adotaram a cultura das gangues de rua de Los Angeles (Califórnia), Chicago e Nova York. Os grupos estão divididos em diversas células, conhecidas como ‘clicas’. As duas principais são a “Mara Salvatrucha” e a “Mara 18”, em alusão a ruas de Los Angeles, onde surgiram. Fruto de políticas imediatistas e com a aprovação de uma população assustada, as leis do plano Mano Dura ganharam força na região e os resultados não podiam ser piores: aumento nos índices de homicídio, colapso do sistema penitenciário e assassinatos dentro de presídios, provocados por uma guerra já naturalizada entre grupos rivais. Estima-se que a soma dos membros ativos das maras na Guatemala, em Honduras e El Salvador esteja entre 25 mil e 300 mil pessoas. Esse número tende a aumentar à medida que aumenta também o rigor das leis de deportação norte-americanas. Saiba mais: Crianças e jovens em violência armada: um desafio para o mundo Em outros sites: Fundação Arias (em espanhol) Seção sobre maras do Escritório em Washington para Assuntos Latinoamericanos – WOLA (em inglês) Instituto de Opinião Pública – Universidad Centroamericana José Simeón Cañas / El Salvador (em espanhol) Seção sobre maras da USAID (em inglês) Na Biblioteca Virtual: |
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